Liberdade de Pensar

Liberdade de Pensar

Dando continuidade ao estudo do Livro dos Espíritos, discutiremos, agora, os ensinamentos presentes no Livro III- capítulo 10, mais especificamente sobre a liberdade de pensar.

Quando Karcec questiona aos espíritos sobre a possibilidade de existir algo através do qual os humanos poderiam possuir total liberdade, os Espíritos são diretos em sua resposta e nos dizem que, através do pensamento, possuímos a total liberdade. Na seqüência, Kardec questiona se o homem seria o responsável pelo seu próprio pensamento e nos diz que somos responsáveis pelos nossos pensamentos perante Deus, e a Justiça Divina.

Analisando as respostas do ponto de vista umbandista, podemos perceber diversas semelhanças. Nossos amados guias sempre nos ensinam que uma das virtudes mais difíceis de aprender e dominar é a pureza de nossos pensamento. 

Muitas vezes em nosso cotidiano nos pegamos com pensamentos maldosos, pensamentos depressivos, imorais e de baixas vibrações. Quantas vezes nos pegamos em devaneios julgando nossos semelhantes. 

Essa virtude é extremamente difícil de ser dominada, de ser assimilada, pois conseguimos nos habituar a filtrar nossos pensamentos e deixá-los mais puros, ignorá-los de certa forma, porém, só se ignora algo que está presente. Se bloqueamos algum pensamento de baixa vibração é porque antes ele foi formado em nosso consciente. Os pensamentos no futuro tornar-se-ão ações e, ambos, pensamentos e ações serão julgados pela Justiça de Divina que difere em muito da justiça dos homens.

Certa vez, um dos guias que trabalha em nosso terreiro me disse que a única coisa que estará conosco o tempo todo será o nosso pensamento, mesmo que nós sejamos presos, torturados. Nosso pensamento será sempre livre para nos levar onde quisermos. 

A essência de nosso pensamento está diretamente relacionada ao orixá Exú Mirim, que trabalha na nossa intenção. O princípio do pensamento sem Exú Mirim nem o “nada” existiria, pois para existir o “nada” precisamos primeiro pensar nele. 

Do que adianta fazer algo pensando que não queria estar ali, fazer o bem esperando algo em troca. Um assassino, em seu âmago, sabe que tirar a vida de seu semelhante, de seu irmão é errado. 

Todos os nossos pensamentos, os princípios e intenções, os pensamentos ditos e principalmente os não ditos, serão todos analisados por nosso Pai Xangô, representante da força da justiça de nosso pai Olorum.

Axé!

Pedro” de Xangô

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