Escravidão

Escravidão

Dando continuidade ao Livro III dos Espíritos, falaremos hoje sobre Escravidão que retrata o Capítulo X. Neste texto falaremos sobre o tema e como ele faz parte da nossa querida Umbanda.

Kardec inicia perguntando se existem homens que são destinados a serem propriedades de outros e indaga sobre aqueles que usam da escravidão como continuidade de costume de seu povo. 

Os Espíritos respondem que a escravidão é uma lei contra a natureza, lei contrária de Deus e explicam que todo mal é mal, que não há o que faça uma ação má se tornar boa, mas que quando se é costume entre povos, como uma coisa que lhe parece natural, poderá ser praticada de boa fé, mas a partir do momento em que se tem o esclarecimento sobre, não caberá mais aquele povo continuar praticando a escravidão sabendo que é contra lei de Deus. 

Kardec dá continuidade sobre raças e sobre os homens que tratam seus escravos com humanidade. Os Espíritos explicam sobre os homens que vendem seus escravos dizendo serem de sangue mais puro, por estarem domesticados feitos animais, mas não olham além da matéria e não é o sangue que deve ser mais ou menos puro e sim o Espírito. 

Os Espíritos continuam explicando que os homens que tratam seus escravos com humanidade não deixam de estar exercendo a lei contrária de Deus, pois mesmo os tratando com humanidade não os deixam de tratar como mercadoria e nem deixam de privar seus direitos. Da mesma forma que esses homens tratam seus escravos com humanidade, também tratam bem seus bois e cavalos a fim de se dar bem com eles no mercado, da mesma forma acontece com os escravos.

Sabemos que a época da escravidão foi uma época de muito sofrimento, onde homens  negros eram vendidos como mercadorias e explorados para trabalharem para os senhores. Eram vendidos e muitas vezes para lugares distantes, onde passavam dias e noites em um navio com um amontoamento de homens, mulheres e crianças em um só lugar sem terem o que comer, o que vestir. Muitos não aguentavam e ali mesmo morriam. Os que chegavam vivos em seus destinos, eram friamente explorados e levavam chibatas se não fosse feito o que a eles havia sido designado. Então temos conhecimento de que tratar o outro dessa maneira é uma lei contrária de Deus, sendo que Deus nos vem ensinar sobre amar o próximo independente da raça, religião, costumes e classe.

Na nossa querida Umbanda, temos os nossos amados Pretos Velhos que vêm no arquétipo de negros que passaram pela época da escravidão, que através dessa passagem de muita dor e sofrimento, vem nos trazer sabedoria, humildade, fé e amor. Vêm sempre nos ensinar que apesar de todos os sofrimentos, de toda exploração, de todas as chibatadas, carregavam ainda assim a Fé dentro de seus corações e com tudo que os senhores fizeram a eles souberam perdoar com humildade e sabedoria.

Sente-se aos pés de um Preto Velho com humildade no coração e sinta toda a Fé e Amor que eles carregam após tanto sofrimento, pergunte-o como foi sua passagem nos tempos de escravidão e se emocione com tanto aprendizado.

  “Numa noite linda, noite de luar, Preto Velho orou a Zambi pra cativeiro acabar…”
Karol de Xangô

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