Liberdade Natural

Liberdade Natural 
Dando continuidade ao estudo do Livro dos Espíritos, no livro 3 capítulo X, Kardec solicita aos espíritos explicações a respeito da lei da liberdade e da liberdade natural da humanidade.
Logo na primeira pergunta a respeito do assunto, os espíritos nos dizem não haver posições no mundo em que o homem pode desfrutar de absoluta e verdadeira liberdade, pois precisamos uns dos outros. 
Se observarmos do ponto de vista evolucionista, os seres humanos não passam de caça no mundo animal, não possuímos garras ou presas para nos defender de predadores, temos apenas uns aos outros. O ensinamento que nos foi passado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas nos guia para o mesmo caminho “Aprenderemos com aqueles que sabem mais, ensinaremos aos que sabem menos e a nenhum viraremos as costas”.
Os espíritos nos dizem também que a única maneira pela qual um encarnado poderia desfrutar da liberdade absoluta seria vivendo isolado das civilizações e de outros seres humanos, em uma caverna por exemplo. Pois que, tendo mais um homem próximo a ele, já não terá mais a liberdade, pois suas atitudes deverão ser ponderadas. O direito de um vai até onde o do próximo começa. 
Orientam-nos também, que o orgulho e o egoísmo são neutralizadores da lei Natural, e que quanto mais inteligência tem o homem para compreender um princípio, maior será a culpa se não o aplicar a si mesmo. Dizem-nos ainda que “ O homem simples, porém sincero, está mais adiantado no caminho de Deus do que aquele que pretende parecer o que não é”.

Meditando a respeito dos ensinamentos, podemos estender e observar a ótica do ponto de vista Umbandista, concluindo que precisamos uns dos outros, somos seres sociais e dependemos do próximo. Mas também precisamos nos desenvolver para que possamos auxiliar nossos irmãos. Um bom médium precisa estar emocionalmente, mentalmente e espiritualmente estável para que possa auxiliar os irmãos. Tantos os irmãos que nos guiam no plano espiritual quanto os que nos cercam no plano carnal, do contrário, segundo as palavras do Caboclo Sete Flechas, se tornarão “Vulcões”.

Pedro de Xangô

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