Desigualdade das Riquezas

Desigualdade das Riquezas

Dando sequência ao estudo do Livro dos Espíritos. No livro III, capítulo 9, recebemos orientações a respeito da Lei da Igualdade. Neste texto, nos atentaremos mais profundamente à “Desigualdade das Riquezas”.

Kardec questiona a respeito da distribuição geral das riquezas, dos motivos de um homem possuir mais riquezas que outro, questiona como tal fato pode ser permitido por Deus, uma vez que todos são iguais perante nosso criador. Em resposta a esses questionamentos, é dito que sim, todos somos iguais perante nosso Senhor e que, para avaliarmos as riquezas, devemos considerar também as aptidões de cada ser encarnado. Muitos espíritos, através da expiação, encontram nos polos da riqueza uma forma de aprendizado.

Kardec pergunta, também, sobre as heranças recebidas. Uma vez que podem não estar associadas ao “mérito” de quem as recebe. Sobre essa questão, os espíritos nos esclarecem que é preciso investigar a origem da riqueza herdada, pois muitas vezes pode ter sido construída de maneira imoral perante as Leis de Deus. Mostra-nos também que, algumas vezes, quem recebe heranças construídas com imoralidades, fruto das más paixões, acaba utilizando-as para auxiliar aqueles que precisam. Essa atitude, muitas vezes, é encaminhada por intuição, pelo próprio espírito desencarnado que construiu tal riqueza, uma vez que ao desencarnar, passa a ter a plenitude de seus atos e faz com que tais riquezas sejam utilizadas para o bem. Ainda mais, nos dizem que quem herda riquezas mal adquiridas não serão responsabilizados por tal, mas serão sim responsabilizados pelo uso que farão dela. 

Ao serem questionados quanto à possibilidade da igualdade de riquezas, de todos os homens possuírem as mesmas riquezas, nos mostram que isso é uma utopia, pois cada um possui suas aptidões, cada espírito se evoluiu mais em determinadas áreas e suas aptidões devem ser sempre consideradas. “Combate primeiro o egoísmo, que é a chaga da sua sociedade, ao invés de correr atrás de fantasias” . 

Kardec se aprofunda e pergunta sobre o bem estar, se é possível o bem estar geral. Somos esclarecidos então de que “O verdadeiro bem estar consiste em cada um empregar o seu tempo naquilo que gosta  e não na execução de trabalhos pelos quais não sinta nenhum prazer”.

Nos esclarecimentos finais, os Espíritos nos dizem que a sociedade, como um todo, possui grande responsabilidade. A má educação social contribui de maneira significativa para desvirtuar a moral. 

Mais uma vez, os ensinamentos passados ao Codificador da doutrina espírita se aplicam perfeitamente aos ensinamentos da nossa Umbanda. Não devemos julgar os nossos semelhantes pela riqueza material ou financeira que trazem consigo, mas sim pela riqueza de sua moral, pensamentos e valores. De nada adianta acumular riquezas de maneira imoral, com o sofrimento dos outros. 

Analisemos o arquétipo de nossos amados Pretos Velhos que, com toda simplicidade e humildade, nos trazem o maior exemplo de riqueza. 
Não devemos buscar a igualdade, pois não somos iguais. Devemos respeitar o caminho do outro. A Umbanda nos ensina, cada vez mais, que cada um possui seu próprio caminho, cada um possui sua jornada. Querer analisar a riqueza espiritual, material ou o desenvolvimento de seus semelhantes, por comparações, é ilógico, pois cada um possui sua própria evolução. 

Tomando como exemplo as linhas da Umbanda, seria como dizer que um Preto Velho seria mais “rico” se comparado a um Caboclo ou a um Erê e isso não acontece. Todos possuem seus lugares para nos trazerem o amor e a caridade, da maneira que se sentem mais à vontade.

“O verdadeiro bem estar consiste em cada um empregar o seu tempo naquilo que gosta, e não na execução de trabalhos pelos quais não sinta nenhum prazer”.

Pedro “  de Xangô

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